Por onde andarmos, enquanto vivermos, estaremos sob regras, leis e doutrinas humanas que delimitam o que podemos fazer, ter e ser. Mas quão eficazes elas são? Até onde uma regra pode controlar ou mudar um desejo?
Adoro comer amoras, quando vejo uma amoreira meus olhos brilham, sinto o gosto da fruta na boca e desejo profundamente que tenha ao menos uma amorinha para me saciar e me dar prazer.
Se hoje entrasse em vigor uma lei declarando a amora uma fruta proibida, tanto de comer quanto de se desejar, isso não faria com que eu deixasse de gostar. Talvez por medo de pagar uma multa ou ser condenada eu não comesse, mas ainda a desejaria e posso afirmar que por conhecer seu gosto a desejaria mais intensamente.
Nessa suposta situação eu estaria em um conflito interno entre certo e errado, desejos e regras e não viveria quem eu realmente sou.
Imagine comigo... Se me conectassem a uma “máquina da verdade” e diagnosticassem as verdades mais profundas em mim. Com certeza o gosto e o desejo pela amora apareceriam e eu seria condenada mesmo depois de tanto esforço para não a comer.
Concluo então que o que realmente conta não são apenas ações e sim a motivação, o que acredito e sou.
Construo o que sou a partir do que acredito, então para que aja mudança não preciso de limites e sim de experiências que transformem minhas crenças, mude meus gostos e me faça desejar outras coisas.
Algo grande o suficiente. Intenso o suficiente. Misterioso o suficiente. Para chamar minha atenção. Só o Amor de Deus pode constranger e geral uma nova pessoa. Por isso Paulo nos aconselha a buscar as coisas do alto.
Cl.2:20-23 Regras e doutrinas humanas não controlam os desejos da carne.
Cl.3: 1-4 Pensar nas coisas que são do alto - ter um relacionamento com Deus – transforma a essência do nosso ser.