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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Um livro, uma fé e uma garota

 
Deus um delírio - Richard Dawkins
Antes de adotar essa leitura perguntei a três amigos ateus, que livro poderia ler para compreender melhor a filosofia do ateísmo e dois deles me indicaram esse, sendo que apenas um havia, de fato, lido.

Em parte gostei do livro porque me possibilitou aprender sobre um novo universo.
Mesmo não acreditando, gosto de entender as filosofias por trás das diferentes formas de fé.
Em contrapartida, admito que esperava uma discussão mais madura e menos ofensiva àqueles que discordam do autor.

Dawkins peca em suas generalizações e seus exemplos não vão contra o Cristianismo que acredito, antes, penso que o fanatismo - muito citado por ele - seja na religião, política, futebol ou em qualquer área, não é de forma alguma bom ou aceitável.

Como Dawkins deixa claro, não se pode provar a inexistência de Deus: "O que interessa não é se a inexistência de Deus pode ser comprovada (não pode), mas se sua existência é possível."

Em Hebreus (Hb11.1) encontramos a seguinte definição de fé: "A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."
Fé na cura. Fé na conquista do título. Fé na física quântica. Fé na ciência. Fé em Deus.

Faço minhas, as palavras de C. S. Lewis:

"O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser 'mais ou menos' importante."

"Acredito no Cristianismo como acredito no sol, não por aquilo que ele é, mas porque através dele eu posso ver tudo ao meu redor."

"Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação é que eu fui feito para outro mundo."
 

Com este texto não pretendo provocar ou afirmar alguém, mas compartilhar quem sou.

Não preciso que você acredite em Deus; eu acredito.
 
 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Covardia Intelectual

 
 
Na inexistência de argumentos

Explora-se a ofensa
Falácias iludem
Aos que não se permitem questionar
Conformar-se com o que sempre foi
Por esse mesmo motivo
É afundar-se em comodismo,
Embeber-se no próprio veneno.
Eleva o tom
Aquele que não tem razão
Ou assim, duvida de suas palavras.
Crença hipocondríaca
Dissipa a esperança de vida
Apaga a chama mais viva
Ofusca o brilho da alma.
Escolhas diárias revelam
A dignidade imputada à fala.
 
 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Século XXI


Surrealismo que impressiona
Lampejo de sonho na vida real
Ofusca a corrida cotidiana
Na busca do conto de fada ideal
Autômatos trilhamos o tempo
Cegamente conduzidos pelos segundos
A arte de viver
Esvai-se em noites de insônia
A ausência presente
É companhia inoportuna
Dormimos com o trabalho
Trabalhamos com a fome
Alimentamo-nos com o estudo
Estudamos com a família
Nunca, se assim posso dizer,
Estamos onde estamos
Multifuncionais, nos entediamos
Presente em cada, ausente em todos
Se não respirarmos agora
Vivemos por viver
Em uma inércia de constante anulação
Com frutos apodrecidos nos fartaremos
E no expirar da vida se há de saber
que nunca, de fato, soubemos viver.