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sábado, 16 de novembro de 2013

A anatomia de uma dor

Um luto em observação
C. S. Lewis

Aprendi o significado da palavra, mas ninguém nunca me ensinou como passar pelo luto, então, a vida se voluntariou e não tive como negar.
Por volta dos 7 anos, estava brincando quando o telefone tocou, ouvi minha mãe chorar e em seguida a notícia, meu tio, o tio mais próximo, na casa do qual passava todas as férias, havia falecido em um acidente de carro. O primeiro luto da minha vida.

Aos 10 anos perdi meu avô paterno, aos 15 minha maior perda, da qual ainda me recupero, minha mãe, aos 17 meu pai, aos 18 uma prima e minha avó materna e aos 22 outro tio lindo e amado.

Em 2008 conheci C. S. Lewis e minha vida deu um up.
Lewis me abriu os olhos para muitas coisas e no assunto luto, foi através de seu livro “A anatomia de uma dor” que comecei a compreender e superar todas as minhas perdas.

Nossa tendência é fugir, nos esconder e culpar outros, raramente conseguimos encarar a verdade, reconhecer nossas fraquezas e aceitar o que não conseguimos mudar.

Culpar a Deus é uma das primeiras e irresistíveis inclinações a qual cedemos, no entanto reconheço a fragilidade dessas alegações no momento em que recobro a lógica da minha consciência.

Às vezes na vida construímos castelos inabitáveis, verdades inconsistentes que uma hora vem à tona e nos obrigam a aceitar a verdade sem a camuflagem que estamos acostumados a lhe impor.
Sobre isso C. S. Lewis diz: “se meu castelo era de cartas, quanto mais cedo ele desabasse, melhor. E só o sofrimento poderia fazer isso.”


Um dos, se não o maior, medo da humanidade é enfrentar o luto. Sem medo errar, eu indico. 



domingo, 10 de novembro de 2013

Limite a rejeição, não rejeite a limitação

Quando aquilo que me torna diferente não é aceito, também não sou.
Rejeição fere mais profundo que qualquer limitação.
Nascemos, desenvolvemos ou adquirimos ao longo da vida.
Adaptamo-nos como uma nova espécie.
Aprendemos um novo jeito de fazer velhas coisas.
Nunca é fácil. Nem impossível. E isso nos impulsiona.
O amor próprio se incha acionado como proteção e preservação da dignidade.
Enfim nos aceitamos. Nos amamos. Prontos para uma vida comum.
Porém, ao nos depararmos com determinadas posturas, tendenciamos a correr para a caverna que a pouco deixamos.
Penso...
Quantos afugentei, obrigando-os a retroceder à escuridão?
Gordos, magros, baixos, altos, brancos, negros, loiros, morenos, ruivos, índios, albinos, nerds/geeks, homossexuais, tatuados, evangélicos, católicos, espíritas, ateus, analfabetos, doutores, mendigos, ricos, órfãos, viúvos, idosos, crianças, homens, mulheres, atletas, portadores de necessidades especiais, hippies, ciganos e tantos outros.
Que limitações ou rótulos nos assustam tanto ao ponto de rejeitarmos a pessoa que vive dentro daquele corpo ímpar, diferente não só de um, mas de todo?
O que, em nós, não é aceito pelos demais?
Algo pode ser feito a respeito?
Glorifico a Deus pela diversidade e pelo Amor...
Pelo Amor que a todos alcança.
Ao Amor que transpõe barreiras.
Amor que nos dilacera a face com um tapa de luva.
Amor que precisa transformar em muito nossas vidas para que possamos reconhecer quão egoístas e egocêntricos somos.
Uma pequena mudança em nós, pode fazer grande diferença na vida das pessoas com quem cruzamos roteiros.
Nunca foi o ser ‘acima do peso’ que desprendeu minha primeira lágrima e sim a insulta rejeição que me deslocava desde cedo, como uma fratura exposta exibe sua dor ainda ao sangue quente.
Rejeição fere mais profundo que qualquer limitação.
Repense sua vida.
Mude algumas posturas.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vida Desarmônica


Ah, Solidão!
Por ti navego em um mar sem horizontes
Guiando-me por um céu sem estrelas
E como o sal
Você absorve a vida que há em mim

Se me anulo?
Não quero parecer ingrata
Mas, que satisfação há em viver longe de quem se ama?
Cabe ao poeta solitário escrever
Registrar a história que outros vivem
Revelar a obscuridade de seu ser
E o romantismo de sua alma
Tirano sentimentalismo que a tudo intensifica e consome

Caminhos obstruídos e encruzilhadas
Abarrotam-se inescrupulosamente
Cujo objetivo não é acertar
E sim, seguir em frente

Os pontos da vida não se acumulam em vitórias
É como reagimos a todas as situações
Que revelam quem intrinsecamente somos
São nos erros que encontramos maior saldo de aprendizado
Como rejeitá-los então?

Quer conhecimento?
Invista tempo em questionamentos
Quer ser feliz?
Não questione
Quero ser feliz, mas como parar de questionar?
Como parar se até isso é uma questão?

Ah, lógica ilógica da felicidade!
Corrompe meu coração em seu anseio
Anula qualquer sanidade que se interponha

Ah, vida desarmônica
Que na solidão me faz companhia
E ao ouvir passos que se aproximam, me abandona

Se isso é vida
Desconheço seu significado
Se isso é vida
Me pergunto se de fato estou dedicando o melhor de mim
Se meu empenho em viver não se limita a um mero sobreviver

A escolha de não interferir é uma interferência
Logo, se interfiro que faça diferença
 
 

domingo, 21 de julho de 2013

O Obstinado Amor de Deus - Brennan Manning



   Com o título original The Rabbi’s Heartbeat [O Batimento Cardíaco do Rabino] Brennan brevemente discorre sobre a verdadeira vida em Cristo nos permitindo refutar múltiplos paradigmas que nos aprisionam na ignorância que consiste em falta ou medo de saber.


 
  “O Mestre não nos quer perfeitos, apenas verdadeiros.” Uma frase curta, a primeira do livro, o resume tão sucinta e perfeitamente que qualquer tentativa de resenha ou comentário sobre o mesmo faz-se desnecessário e incompleto, todavia, escrevo desafiando você a ler o livro e experimentar a segurança de ser amado e perdoado gratuitamente e o poder consolador do Espírito Santo que faz dos feridos os melhores médicos.


   Estamos todos órfãos neste mundo, mas Jesus nos ensina sobre o amor do Pai, que nos adota em nossa pobreza de espírito e inconstância de fé e muda radicalmente o curso da nossa história, não nos cobrando “adultice”, pelo contrário, nos ensinando o valor intrínseco na criança que nunca deixa de existir dentro dos nossos corações.


   Cristo entregou sua vida por amor de nós e em sua ressurreição está a esperança que nos ajuda a suportar os espinhos e abrolhos da caminhada.
 
   Livres na ressurreição de Cristo, recebemos ou recuperamos o primeiro amor e não mais buscamos aprovação humana para dar sentido a vida, não somos mais aquilo que fazemos, mas fazemos aquilo que somos e a morte não nos assusta mais que a vida, porque em Jesus fomos reconciliados com o Pai.
 
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sonhos Finitos


Saudade dela!
Quem sabe hoje eu pudesse ser uma excelente musicista.
Meu chá amargou na espera.
E meus ouvidos dançam com a melodia
Que o jovem deixa escapar de seus dedos.
O piano ganhou vida.
A música deu vida a tudo a sua volta.
Ela gostaria de ouvir.
Não pode.
Então ouço por ela.
As notas tão bem combinadas,
Soam como milagre ao meu coração.
Como que por palavras mágicas,
Encantam minh'alma.
Não sei seu contrafeitiço,
E me nego a descobrir.
Quero viver a magia deste momento.
Sonhar com o finito.
Poque é minha parte mortal que se pronuncia.
Assim, no instante em que a música cessa,
Cessa a escrita dos versos.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Percepção de mim


Na informe forma da Lua

Percebo a informidade na forma que fui formada

E como sou formosa nessa forma informe

Pois meu brilho independe de minha forma
   
  

sábado, 20 de abril de 2013

Poesia

Poesia...
Farelos da alma do poeta
Que se materializam
No momento em que o curso livre
Ou não tão livre
Da tinta, encontra o papel.

Do âmago da mente
Das extremidades das falanges mais distantes
Por vezes aprisionada
Outrora livre para expirar sem perspectiva

Raramente dança nas cores do amor
E colore no rítmo da graça.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

É MELHOR UM AMOR PLATÔNICO OU NÃO AMAR?






Questionamentos transitam em minha mente, sobre os assuntos mais estranhos possíveis, mas hoje me peguei pensando em algo que ocupa grande parte da vida das pessoas – o Amor Eros – sobre tudo o platônico. A respeito desse Amor C. S. Lewis disse: “Eros exige corpos nus; a amizade, personalidades nuas” 
De amizade eu entendo, sobre Eros estou aprendendo.

Hoje, alguns diálogos vespertinos ajudaram a construir o que até agora posso chamar de minha concepção. Quero compartilhar algumas frases relevantes que me fizeram refletir e talvez façam o mesmo por você.

Se esse amor puder um dia ser real, vale o platônico, mas, se lá no fundo a chance for quase nula, melhor não amar por enquanto...

Assim que descobrir, decido o que fazer... Caso nunca descubra... Bom, aí já terei feito uma escolha.

Ame e seduza tudo que estiver a sua frente... Tudo será colorido, as imposições acabarão e a vida será uma opção e não uma obrigação.

O amor é melhor a quem ama do que a quem é amado.

Vida sem amor não é vida, independente de como amar, o que amar ou quem amar... O amor platônico pode se transformar em verdadeiro.

Talvez esse coraçãozinho tenha encontrado um personagem de seu livro favorito vagando no mundo real e tenha se apaixonado.
Que sabe, tudo seja só uma tela em exposição na parede de um museu e apenas observo, imaginando-me dentro dela...
Ainda não tenho certeza...

Quanto amor esse coração tem, quanta vida dá a essa pessoa com seus olhos!  Até mesmo a tela do artista mais famoso perde a fama ao ser assim comparada.

O fato é que talvez, a pessoa não tenha mesmo tal espírito, mas meus olhos lhe emprestam a magia necessária para encantar e arrebatar minha alma...

O maior problema pode ser o ‘Platônico’ ou a maior benção... Quem sabe...

O fato é que nunca ficamos sem amar... Nem que seja um bolo de chocolate...



Obg aos amigos que tanto amo e me ajudam a crescer cada dia ;)   TJS