Mc.8:38
Estava no ponto de ônibus, quando veio em minha direção um homem visivelmente à margem da sociedade. Em sua miséria e embriagues viu-se caído a minha frente, do outro lado da rua, esforçando-se para calçar o chinelo que escapou, mas seu equilíbrio havia se esvaído e ninguém se aproximou para ajudar.
Contemplando esta cena, fui bombardeada e confrontada pelas minhas convicções de justiça e amor pelo próximo e percebi minha incapacidade e maldade natural quando as sinapses responsáveis pelos movimentos do meu corpo foram estagnadas e permaneci inerte à cena.
Eu sabia que o certo a fazer era ajudar aquele homem, mas eu estava saindo, estava limpa, cheirosa e perfeitamente inserida e aceita pela sociedade.
Neste momento senti vergonha de mim, das minhas palavras, atitudes e minha fé. Tive vergonha de Jesus. L
Não é fácil admitir, pois é uma afirmação dura, mas não posso enganar a Deus, nem a mim, por isso não tenho nenhum interesse em te enganar também.
Quantas vezes pregamos que não temos vergonha de Jesus, mas agimos de maneira contrária.
Sabemos o certo, mas não fazemos. Inventamos desculpas como “não ter tempo”, “pode ser perigoso”, “não vai fazer diferença” entre outras e nos apegamos a elas.Em Mateus.25:40 diz: "Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram".
Estamos com vergonha de Deus. Fazemos tudo para Ele dentro do templo da igreja e NADA quando O encontramos na rua.
Será que temos duas caras? Não temos convicção de nossa fé? O que acontece? Eu sou a única que passa por isso?
Não quero te dar conforto, mas te convido a confrontar seu discurso com suas atitudes...
Eu estou crescendo... Errando... Aprendendo...
Que não nos envergonhemos de Deus, para que Ele também não se envergonhe de nós.
Mc.8:38
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