Imaginópolis era uma cidade pequena habitada por imaginatios, pessoinhas um tanto letárgicas de uma Terra distante. Apesar do nome sugestivo, os imaginatios eram um povo sem muita imaginação. Eles viviam todos os dias da forma apática e rotineira que aprenderam de seus pais e estes com seus pais e é assim desde que o Fundador da cidade a criou.
Havia entre os imaginatios um jovem que parecia negar a raça, seu nome era Trevor. Poucas pessoas o compreendiam e o amavam como ele era, sua mãe e Antonela, sua amiga, eram as únicas, para dizer a verdade. Seu pai sentia vergonha, por isso sempre andava cabisbaixo e a professora por mais que repetisse a explicação nunca conseguia prender a atenção do garoto, o que fazia com que Trevor não fosse conhecido pelas notas boas. Os garotos da mesma idade caçoavam dele e as meninas o ignoravam. Trevor vivia em um mundo praticamente seu.
Tudo isso acontecia porque ele era realmente diferente de todos os outros imaginatios exceto um, o Fundador, porque como ele, Trevor gostava de sonhar e explorar sua criatividade. Desde criança a imaginação de Trevor o permitia ser feliz, brincar, sorrir, cantar, pular, dançar e correr mesmo que o dia não fosse tão especial, já que a cidade estava sempre triste e apagada.
Trevor não sentia medo de ser quem ele realmente era, por mais preconceitos que enfrentasse, acreditava que podia fazer a diferença e por isso sempre estava com o coração cheio de expectativas. Com a ajuda de Antonela, Trevor conseguiu contagiar a todos em Imaginópolis com seus sonhos e sua imaginação fértil, começando pelos colegas da escola. Imaginópolis nunca mais foi a mesma, todos os dias eram cheios de alegria e os imaginatios faziam tudo com amor e criatividade, o que despertava nas pessoas esperança e vida e contagiava tudo ao redor com alegria.
Quando, mesmo com dificuldade Trevor conseguiu terminar os estudos, despediu-se das pessoas que amava e com uma mochila nas costas e muita imaginação foi mostrar a mais pessoas que a alegria de viver está dentro de cada coração, só precisamos perder o medo de sermos diferentes e nos permitir sonhar.
Apenas um conto que gostaria de compartilhar, talvez não faça tanto sentido pra você como fez pra mim, mas espero que sim ;)
Apenas um conto que gostaria de compartilhar, talvez não faça tanto sentido pra você como fez pra mim, mas espero que sim ;)
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