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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Problema do Sofrimento – C. S. Lewis

     Gosto muito de ler, principalmente C. S. Lewis e quero dividir com você um pouco do que tenho aprendido e sobre o que tenho refletido essa semana. O autor confessa no prefácio à edição original, sentir-se distante do assunto discorrido, porém admito que mais uma vez sua lucidez me persuada. Se, pensava diferente, nem recordo mais como pensava, mas é nisso que hoje acredito.

“Em toda religião desenvolvida, deparamos com três vertentes, e no Cristianismo existe ainda outra.”
Resumidamente são elas:
1° Experiência do Numinoso
2° Lei Moral
3° Poder Numinoso se torna o guardião da Moralidade
4° Um homem nascido entre Judeus
“‘Se Deus fosse bom, Ele desejaria tornar Suas criaturas perfeitamente felizes, e se fosse todo-poderoso, seria capaz de fazer o que quisesse. Mas as criaturas não são felizes. Portanto, a Deus falta a bondade ou o poder – ou ambas as coisas.’ Esse é o problema do sofrimento em sua forma mais simples.”
“Talvez possamos conceber um mundo em que Deus corrigisse as conseqüências do abuso do livre-arbítrio por parte de suas criaturas a cada momento. (...) Em um mundo com tais características, no entanto, as ações torpes não seriam possíveis, e, portanto, a liberdade da vontade seria nula. (...) Que Deus possa modificar e, de fato, por vezes modifique o comportamento da matéria e realize o que chamamos milagres faz parte da fé cristã, mas a própria concepção de um mundo comum e, portanto, estável requer que essas ocasiões sejam extremamente raras.”
“Quando o Cristianismo afirma que Deus ama o ser humano, está querendo dizer que Deus ama o homem: não que Ele tenha alguma preocupação “desinteressada” – por ser indiferente – com respeito ao nosso bem-estar; mas que, de maneira assustadora e surpreendente, somos os objetos do seu amor. Você pediu um Deus amoroso: agora tem um. O grande ser que você invocou com alegria, o “senhor de temível aspecto”, está presente: não uma benevolência senil que preguiçosamente deseja que você seja feliz à sua maneira; não a filantropia de um juiz escrupuloso; tampouco os cuidados de um anfitrião que se sente responsável pela comodidade de seus convidados, mas Ele próprio o fogo a consumir-se, o Amor que criou os mundos; pertinaz como o amor do artista por sua obra e despótico como o amor de um homem por seu cão; proveniente e venerável como o amor de um pai por um filho; ciumento, inexorável e exigente como o amor entre os amantes. Como isso realmente se passa, ignoro. Está além da razão explicar por que alguma criatura, para não dizer criaturas como nós, deveria ter um valor tão prodigioso aos olhos de seu Criador.”
FicaDica ;)


Gostou? Leia o livro. 
Posteriormente Lewis escreveu “A Anatomia de Uma Dor – Um luto em observação” onde fala com toda propriedade sobre o sofrimento, pois acabara de ver o grande amor de sua vida morrer. Sendo este último, dentre todos os livros que já li, meu favorito, altamente o recomendo.

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