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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vida Desarmônica


Ah, Solidão!
Por ti navego em um mar sem horizontes
Guiando-me por um céu sem estrelas
E como o sal
Você absorve a vida que há em mim

Se me anulo?
Não quero parecer ingrata
Mas, que satisfação há em viver longe de quem se ama?
Cabe ao poeta solitário escrever
Registrar a história que outros vivem
Revelar a obscuridade de seu ser
E o romantismo de sua alma
Tirano sentimentalismo que a tudo intensifica e consome

Caminhos obstruídos e encruzilhadas
Abarrotam-se inescrupulosamente
Cujo objetivo não é acertar
E sim, seguir em frente

Os pontos da vida não se acumulam em vitórias
É como reagimos a todas as situações
Que revelam quem intrinsecamente somos
São nos erros que encontramos maior saldo de aprendizado
Como rejeitá-los então?

Quer conhecimento?
Invista tempo em questionamentos
Quer ser feliz?
Não questione
Quero ser feliz, mas como parar de questionar?
Como parar se até isso é uma questão?

Ah, lógica ilógica da felicidade!
Corrompe meu coração em seu anseio
Anula qualquer sanidade que se interponha

Ah, vida desarmônica
Que na solidão me faz companhia
E ao ouvir passos que se aproximam, me abandona

Se isso é vida
Desconheço seu significado
Se isso é vida
Me pergunto se de fato estou dedicando o melhor de mim
Se meu empenho em viver não se limita a um mero sobreviver

A escolha de não interferir é uma interferência
Logo, se interfiro que faça diferença
 
 

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