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domingo, 10 de novembro de 2013

Limite a rejeição, não rejeite a limitação

Quando aquilo que me torna diferente não é aceito, também não sou.
Rejeição fere mais profundo que qualquer limitação.
Nascemos, desenvolvemos ou adquirimos ao longo da vida.
Adaptamo-nos como uma nova espécie.
Aprendemos um novo jeito de fazer velhas coisas.
Nunca é fácil. Nem impossível. E isso nos impulsiona.
O amor próprio se incha acionado como proteção e preservação da dignidade.
Enfim nos aceitamos. Nos amamos. Prontos para uma vida comum.
Porém, ao nos depararmos com determinadas posturas, tendenciamos a correr para a caverna que a pouco deixamos.
Penso...
Quantos afugentei, obrigando-os a retroceder à escuridão?
Gordos, magros, baixos, altos, brancos, negros, loiros, morenos, ruivos, índios, albinos, nerds/geeks, homossexuais, tatuados, evangélicos, católicos, espíritas, ateus, analfabetos, doutores, mendigos, ricos, órfãos, viúvos, idosos, crianças, homens, mulheres, atletas, portadores de necessidades especiais, hippies, ciganos e tantos outros.
Que limitações ou rótulos nos assustam tanto ao ponto de rejeitarmos a pessoa que vive dentro daquele corpo ímpar, diferente não só de um, mas de todo?
O que, em nós, não é aceito pelos demais?
Algo pode ser feito a respeito?
Glorifico a Deus pela diversidade e pelo Amor...
Pelo Amor que a todos alcança.
Ao Amor que transpõe barreiras.
Amor que nos dilacera a face com um tapa de luva.
Amor que precisa transformar em muito nossas vidas para que possamos reconhecer quão egoístas e egocêntricos somos.
Uma pequena mudança em nós, pode fazer grande diferença na vida das pessoas com quem cruzamos roteiros.
Nunca foi o ser ‘acima do peso’ que desprendeu minha primeira lágrima e sim a insulta rejeição que me deslocava desde cedo, como uma fratura exposta exibe sua dor ainda ao sangue quente.
Rejeição fere mais profundo que qualquer limitação.
Repense sua vida.
Mude algumas posturas.


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