Quando
aquilo que me torna diferente não é aceito, também não sou.
Rejeição
fere mais profundo que qualquer limitação.
Nascemos,
desenvolvemos ou adquirimos ao longo da vida.
Adaptamo-nos
como uma nova espécie.
Aprendemos um novo jeito de fazer velhas
coisas.
Nunca é
fácil. Nem impossível. E isso nos impulsiona.
O amor
próprio se incha acionado como proteção e preservação da
dignidade.
Enfim nos
aceitamos. Nos amamos. Prontos para uma vida comum.
Porém, ao
nos depararmos com determinadas posturas, tendenciamos a correr para
a caverna que a pouco deixamos.
Penso...
Quantos
afugentei, obrigando-os a retroceder à escuridão?
Gordos,
magros, baixos, altos, brancos, negros, loiros, morenos, ruivos,
índios, albinos, nerds/geeks, homossexuais, tatuados, evangélicos,
católicos, espíritas, ateus, analfabetos, doutores, mendigos,
ricos, órfãos, viúvos, idosos, crianças, homens, mulheres,
atletas, portadores de necessidades especiais, hippies, ciganos e
tantos outros.
Que
limitações ou rótulos nos assustam tanto ao ponto de rejeitarmos a
pessoa que vive dentro daquele corpo ímpar, diferente não só de
um, mas de todo?
O que, em
nós, não é aceito pelos demais?
Algo pode
ser feito a respeito?
Glorifico
a Deus pela diversidade e pelo Amor...
Pelo Amor
que a todos alcança.
Ao Amor
que transpõe barreiras.
Amor que
nos dilacera a face com um tapa de luva.
Amor que
precisa transformar em muito nossas vidas para que possamos
reconhecer quão egoístas e egocêntricos somos.
Uma
pequena mudança em nós, pode fazer grande diferença na vida das
pessoas com quem cruzamos roteiros.
Nunca foi
o ser ‘acima do peso’ que desprendeu minha primeira lágrima e
sim a insulta rejeição que me deslocava desde cedo, como uma
fratura exposta exibe sua dor ainda ao sangue quente.
Rejeição
fere mais profundo que qualquer limitação.
Repense
sua vida.
Mude algumas posturas.
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